A partir deste sábado (7 de novembro), as regras de interoperabilidade do vale-alimentação (VA) e do vale-refeição (VR) passam a valer de forma integral no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). Na prática, cartões de diferentes operadoras devem ser aceitos na mesma maquininha habilitada — sem exigir contrato ou equipamento exclusivo por bandeira.
O que muda na ponta do caixa
A medida vale para estabelecimentos já credenciados a receber VA/VR; ninguém é obrigado a passar a aceitar o benefício. Quem já trabalha com Alelo, Ticket, VR Benefícios, Pluxee, Flash, Swile e demais marcas do PAT, porém, precisa estar preparado para processar bandeiras diferentes na mesma estrutura de captura.
Desde fevereiro, o decreto que atualizou o PAT também fixou teto de 3,6% para a taxa de desconto cobrada do comércio e prazo de até 15 dias corridos para o repasse das vendas. O governo federal e o Ministério do Trabalho e Emprego apresentam a mudança como forma de estimular concorrência e baratear o custo de aceitar o benefício.

Por que isso importa no Brás
No Brás, restaurantes, lanchonetes, padarias e mercados ao redor das galerias e shoppings alimentam lojistas, balconistas e compradores de atacado o dia inteiro. Qualquer trava de maquininha — “não passa essa bandeira” — vira fila, venda perdida e reclamação no horário de pico. Se a interoperabilidade funcionar, o trabalhador encontra mais opções para gastar o saldo perto das lojas; o comerciante reduz a dependência de uma única operadora.
Associações do setor, como a Abrasel, e parte das próprias operadoras alertaram nas últimas horas que a integração técnica ainda não está completa em todas as redes. Ou seja: a data oficial é sábado, mas a transição pode ser irregular nos primeiros dias — vale testar a maquininha e conferir contrato e prazo de recebimento.
Com informações de Agência Brasil e CNN Brasil.




