A Lojas Renner (LREN3) divulgou nesta quinta-feira (5) lucro líquido de R$ 246,4 milhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 11,8% ante o mesmo período de 2025. Em base ajustada (sem efeitos extraordinários e juros sobre créditos tributários), o lucro recuou 24,5%, para R$ 187,1 milhões — ainda assim acima da média de analistas compilada pela LSEG.
Varejo de moda sob pressão
A receita líquida de varejo ficou em R$ 3,029 bilhões (−1,6%). As vendas em mesmas lojas caíram 2,5%. Em vestuário, a receita recuou 0,7%, para R$ 2,703 bilhões. A companhia cita demanda abaixo do esperado, famílias endividadas, juros altos e concorrência das plataformas internacionais de e-commerce. A margem bruta de varejo, porém, bateu recorde de 3º tri: 55,5% (+0,4 p.p.), com Ebitda de varejo em R$ 530,3 milhões (+3,2%).
Na Realize (braço financeiro), o resultado de serviços financeiros despencou 49%, para R$ 40,7 milhões, puxado por perdas de crédito. A empresa manteve a meta de abrir 50 a 60 lojas em 2026 (já foram 30), mas descontinuou as projeções de crescimento da receita líquida de varejo para 2026 e para 2027–2030.

“A atual conjuntura macroeconômica e competitiva aumentou o grau de incerteza, reduzindo a previsibilidade do ritmo de crescimento da receita”, disse o CEO Fabio Faccio.
Leitura para o Brás
Para lojistas e atacadistas do Brás, o balanço reforça o clima já sentido na rua: consumidor mais seletivo, ticket pressionado e disputa com importados online. Margem e eficiência pesam tanto quanto volume — sortimento de giro, preço competitivo e canais digitais (incluindo lives) ganham peso na reta de Black Friday e Natal.
Com informações de InfoMoney, Estadão E-Investidor e Pipeline Valor.




