A Black Friday 2026 (27/11) chega com o brasileiro mais seletivo: a intenção de comprar na data caiu de 78% em 2025 para 62% neste ano, segundo a pesquisa Fiserv Insights, feita com a Opinion Box. Quem planeja gastar menos subiu de cerca de 22% para 29%; quem quer gastar mais recuou de 29% para 17%. Outros 26% ainda não sabem quanto vão desembolsar (ante 16% no ano passado).
Moda e beleza seguram; eletrônicos esfriam
Eletrodomésticos e eletrônicos/informática continuam citados, mas perderam cerca de dez pontos percentuais cada um (para 36% e 33%). Já moda, beleza, supermercado e farmácia mantiveram percentuais parecidos com 2025 — ou seja, preservaram participação enquanto outras categorias encolheram. Norte (69%) e Nordeste (66%) lideram a intenção regional; no Sudeste fica em 59,5%.
Parcelamento sem juros segue como principal critério de pagamento para 21% dos entrevistados (23,2% entre quem já decidiu comprar). A Fiserv liga o freio ao endividamento, ao comprometimento de renda e aos juros altos, e também à “concorrência” de outras datas (6/6, 11/11 etc.), sem anular o peso da Black Friday.

Leitura para o Brás
Para quem compra e revende no Brás, o sinal não é “cancelar a data”, e sim ajustar sortimento e preço: o consumidor compara mais, parcela mais e deve privilegiar peça útil (roupa, acessório, beleza) em vez de ticket alto de eletrônico. Vale reforçar grade de giro rápido, comunicação clara de desconto real e condições de pagamento — o fluxo ainda vem, porém mais exigente.
A pesquisa ouviu 2.103 pessoas com conta bancária, de todas as classes e regiões, entre 4 e 21 de setembro de 2026.
Com informações de Época Negócios e Monitor Mercantil (Fiserv Insights/Opinion Box).




