A Grendene (GRND3), dona de marcas como Melissa, Rider e Ipanema, reportou lucro líquido ajustado de R$ 151 milhões no terceiro trimestre de 2026 — queda de 18,2% ante o mesmo período de 2025. A receita líquida somou R$ 742,1 milhões (−2,4%) e o Ebitda ajustado ficou em R$ 133,7 milhões (−6,2%), segundo balanços repercutidos nesta quinta e sexta.
Brasil sobe em pares; exterior puxa para baixo
A companhia vendeu cerca de 35,8 milhões de pares no trimestre (−1,5%). No mercado interno foram 30 milhões de pares, alta de 3,6%. Já as exportações caíram 21,6%, para 5,75 milhões de pares — o principal freio do resultado. A empresa cita menor reposição de estoques no exterior, adiamento de pedidos e gargalos logísticos.
Mesmo com mais volume no Brasil, a receita doméstica sentiu o mix: maior peso de produtos de menor valor médio por par. O resultado financeiro líquido ajustado também encolheu (cerca de −43%), e as disponibilidades líquidas ficaram em torno de R$ 1,3 bilhão, abaixo dos R$ 2,1 bilhões de um ano antes, em boa parte por dividendos e JCP distribuídos.

Leitura para o Brás
Calçado é prateleira fixa no atacado do Brás e do Bom Retiro. Quando a Grendene mostra volume interno ainda positivo, mas margem e exportação sob pressão, o sinal para o lojista é de reposição seletiva: apostar no que gira no varejo brasileiro e acompanhar preço e prazo, em vez de inchir estoque de linhas que dependem do canal externo.
Além do balanço, a companhia anunciou nova antecipação de dividendos (corte em 11/11) e programa de recompra de até 5 milhões de ações — movimento de caixa e remuneração ao acionista enquanto a operação tenta recuperar rentabilidade.
Com informações de InfoMoney e CNN Brasil.




