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Redes sociais e vídeos já são o principal canal na jornada de compra de moda, mas a venda online fecha nos marketplaces

Estudo da Conversion com a Similarweb mostra que redes sociais e vídeos respondem por 18,3% da jornada de compra de roupas, enquanto os marketplaces concentram 48,3% das compras online do setor.

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Consumidora compra roupas pelo celular
Reprodução/Mercado&Consumo

Quem vende roupa precisa aparecer no feed antes de aparecer na vitrine. É o que indica o estudo State of Channels 2027, da agência Conversion em parceria com a Similarweb, que mediu os canais usados pelos brasileiros para comprar moda e vestuário. Os números do setor foram divulgados na terça-feira (3) pela Mercado&Consumo.

Redes sociais lideram a jornada

Somando as etapas de descoberta e consideração, redes sociais e vídeos aparecem em primeiro lugar, com 18,3% de participação na jornada de compra de moda, à frente dos marketplaces, com 15,2%. O peso das redes é ainda maior na hora de conhecer marcas: 23,1%, contra 17,3% dos marketplaces e 12% dos sites e aplicativos oficiais. Já na descoberta de produtos, os marketplaces passam à frente, com 23,1%, seguidos pelas redes sociais (19,7%) e pelos sites oficiais (16,7%).

A compra fecha no marketplace

Na etapa final, o cenário muda. Os marketplaces ficam com 48,3% das compras online de moda analisadas, quase metade do total. Sites e aplicativos das próprias marcas respondem por 29,1%, e lojas online especializadas, por 16,3%. Quando o consumidor lembra o último caminho antes de comprar, o acesso direto ao site ou aplicativo aparece em 45,8% das respostas, e as redes sociais caem para 7,7%.

Redes sociais e vídeos já são o principal canal na jornada de compra de moda, mas a venda online fecha nos marketplaces
Reprodução/Mercado&Consumo

Na visão da Conversion, olhar só para o último clique esconde o papel das redes. Em entrevista ao E-Commerce Brasil sobre o levantamento geral, o CEO da agência, Diego Ivo, disse que é nas redes que o consumidor conhece a marca e forma a primeira impressão sobre ela, mesmo que a venda seja concluída em outro lugar.

O que isso significa para o lojista

Para quem vende no atacado e no varejo de moda, o recado é usar os vídeos e as redes para ser descoberto, e manter catálogo, preço e estoque em ordem nos canais onde a compra de fato acontece, seja o marketplace, o site próprio ou o WhatsApp da loja. O estudo combinou uma pesquisa com consumidores feita entre 18 e 21 de agosto de 2026 e dados de 2,6 bilhões de visitas a sites de moda entre agosto de 2025 e julho de 2026.

Com informações da Mercado&Consumo e do E-Commerce Brasil.

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