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Fim de ano deve abrir só 20,5 mil vagas no varejo paulista, e lojas de roupas e calçados lideram as contratações

Projeção da FecomercioSP para outubro e novembro é a mais fraca desde 2020; vestuário, calçados e supermercados devem concentrar até 65% das vagas temporárias.

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Trabalhadores do comércio em São Paulo
Divulgação/FecomercioSP

A temporada de Black Friday e Natal deve gerar menos empregos no comércio paulista do que no ano passado. Segundo projeção divulgada nesta terça-feira (3) pela FecomercioSP, o varejo do Estado de São Paulo deve fechar outubro e novembro com saldo de cerca de 20,5 mil vagas com carteira assinada, contra 23,9 mil no mesmo período de 2025. Se o número se confirmar, será o resultado mais fraco para a época desde 2020.

Vestuário e calçados no topo da lista

As lojas de vestuário e calçados, ao lado dos supermercados, devem responder por 60% a 65% das contratações. As funções mais procuradas são vendedor, atendente, operador de caixa e repositor, as mesmas que costumam reforçar as equipes nas semanas de maior movimento antes das festas e com o pagamento do 13º salário.

Vendas fracas e base alta explicam a queda

A federação aponta dois motivos. O primeiro é o desempenho das vendas: o faturamento real do varejo paulista caiu 6,1% no acumulado do ano até julho e 3,5% em 12 meses, segundo a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista, feita com dados da Secretaria da Fazenda. O segundo é a comparação com 2025, quando o setor atingiu em novembro o maior número de empregados formais da série histórica. De janeiro a agosto deste ano, o varejo do estado fechou pouco mais de 11 mil postos.

Fim de ano deve abrir só 20,5 mil vagas no varejo paulista, e lojas de roupas e calçados lideram as contratações
Divulgação/FecomercioSP

A FecomercioSP ainda vê riscos de o saldo ficar abaixo do previsto, como novos fechamentos de lojas de grandes redes em crise ou em recuperação judicial, e o fim da escala 6x1, que encarece a hora trabalhada e tende a reduzir contratações em empresas que já vinham automatizando funções.

O que observar na loja

Para o lojista de moda, o recado é de um fim de ano mais contido, o que pede cautela no tamanho do estoque e da equipe extra. A federação lembra que o contrato temporário vale por até 90 dias e recomenda usar esse período para avaliar assiduidade, pontualidade e produtividade, já pensando em quem pode ser efetivado depois das festas.

Com informações da FecomercioSP e da CNN Brasil.

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