Quatro marcas brasileiras de moda feminina somaram US$ 620 mil em negócios com a participação na Tranoï Women S/S 27, feira realizada de 1º a 4 de outubro no Palais Brongniart, em Paris, durante a Semana de Moda da capital francesa. O balanço foi divulgado nesta segunda-feira (26) pelo portal FashionNetwork Brasil e inclui tanto as negociações feitas durante o evento quanto as oportunidades comerciais projetadas para os 12 meses seguintes.
Estiveram na feira a Conceria, a Leafy, a Mayara Junges e a Ventura. A ida a Paris foi apoiada pelo Texbrasil, programa de internacionalização da indústria têxtil e de moda mantido pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
Quem compra na Tranoï
A Tranoï é uma das principais feiras de negócios que acontecem em paralelo à Paris Fashion Week. Segundo os organizadores, a edição de outubro reuniu mais de 180 marcas de roupas, acessórios e estilo de vida, e a rede de visitantes da feira abrange profissionais de mais de 50 nacionalidades. Entre os compradores estavam representantes de lojas de departamento, boutiques multimarcas e plataformas de comércio eletrônico.

Para Gabriella Sampaulo, coordenadora de Promoção Comercial do Texbrasil, a feira permite que as marcas mostrem ao mercado internacional não só as coleções, mas também a forma própria de interpretar a moda, o que abre espaço para conversas com compradores de diferentes países. Antes da viagem, a superintendente de Marketing e Negócios da Abit, Lilian Kaddissi, já havia destacado que estar em Paris também ajuda as empresas a acompanhar de perto as tendências que orientam o mercado global.
Resultado cresce em relação a 2024
O número representa um salto em relação à participação brasileira na edição de 2024 da mesma feira. Naquele ano, segundo balanço do próprio Texbrasil, três marcas levaram a Paris US$ 100 mil em negócios fechados durante o evento, com expectativa de mais US$ 160 mil nos 12 meses seguintes.
O que isso significa para quem produz no Brás
A maior parte das confecções do Brás vende para o mercado interno, mas o caso mostra que a exportação não é exclusividade de grandes grupos. Programas setoriais como o Texbrasil oferecem capacitação, inteligência de mercado e apoio para participar de feiras no exterior, o que reduz o custo de testar compradores estrangeiros. Para a confecção que já tem marca própria, identidade definida e capacidade de cumprir prazos e volumes, buscar informações na Abit e na ApexBrasil pode ser uma forma de diversificar mercados num ano de consumo interno mais fraco e de concorrência pesada dos importados.
Esta reportagem foi elaborada com base em informações publicadas pelo FashionNetwork Brasil em 26 de outubro de 2026 e na prévia da participação brasileira publicada pelo mesmo portal antes da feira, com dados complementares do organizador da Tranoï e do balanço da edição de 2024 divulgado pelo Texbrasil.




