A São Paulo Fashion Week (SPFW), que vai até domingo (19) no Parque Ibirapuera, tem nesta edição um espaço dedicado a pequenos negócios. Pela primeira vez, o Sebrae viabilizou a participação direta de empreendedores da moda no evento: 55 marcas de todas as regiões do país, a maioria comandada por mulheres, se revezam no estande da instituição para expor e vender coleções autorais e artesanais, segundo a Agência Sebrae de Notícias.
“Trazer as marcas é diferente de apenas trazer as peças”, disse Thais Rosiak, gestora de moda do Sebrae Nacional, ao explicar que a ideia é dar espaço para que os negócios façam vendas e conexões. A seleção levou em conta criatividade, inovação, sustentabilidade, inclusão social na produção e valorização do trabalho manual.
Do Cariri ao Seridó
Entre as participantes está o Centro de Referência da Renda Renascença e Artesanato (Crença), de Monteiro (PB), que reúne rendeiras de cinco municípios do Cariri paraibano e levou vestidos, saias e acessórios. Segundo a rendeira Edivânia Pereira, uma regata leva cerca de 30 dias para ficar pronta, e o selo de Indicação Geográfica, obtido em 2013, ajudou a valorizar o produto e aumentar a renda das famílias.
A chapeleira carioca Marisa Doukas, da marca Mari Doukas, apresentou boinas, tiaras e chapéus de palha. Ela contou que pensou em desistir do negócio, mas reestruturou a empresa no programa Empretec e agora planeja exportar. Já a estilista Georgia Dantas, da marca Gueorguia, de Natal (RN), passa por capacitação do Sebrae e da Apex-Brasil para vender no exterior e trabalha com uma rede de 15 a 20 mulheres, entre costureiras, modelistas, bordadeiras e crocheteiras. O Sebrae-RN e o Instituto Riachuelo também lançaram no evento a Coleção Poti, com bordados do Seridó.
Recado para pequenas confecções
A iniciativa mostra que produto autoral, com acabamento manual e história por trás, tem espaço até na principal semana de moda do país, e que há programas de apoio para quem quer estruturar a gestão ou começar a exportar. Para pequenas confecções e lojistas do Brás, programas como o Empretec e as capacitações de exportação do Sebrae com a Apex-Brasil são caminhos para crescer além do balcão.
Esta reportagem foi elaborada com base em informações publicadas pela Agência Sebrae de Notícias.