SPFW N61: moda movimenta bilhões e vira termômetro de tendência para o atacado do Brás

Imagem relacionada à cobertura da São Paulo Fashion Week 2026
Capa: Times Brasil | CNBC; foto: Wikimedia Commons (São Paulo Fashion Week 2013)

Semana de moda de 13 a 18 de outubro fecha 30 anos do SPFW com 24 desfiles e impacto estimado de R$ 1,5 bi por edição; lojistas do Brás acompanham o que deve chegar às vitrines de atacado.

Desfile na São Paulo Fashion Week (arquivo Wikimedia Commons)
Capa: Times Brasil | CNBC; foto: Wikimedia Commons (São Paulo Fashion Week 2013)

Enquanto as passarelas do São Paulo Fashion Week N61 ocupam o Parque Ibirapuera e pontos da capital, do outro lado da cidade o Brás já observa o que pode virar pedido de atacado nas próximas semanas. A 61ª edição da semana de moda, que vai de 13 a 18 de outubro de 2026 e fecha o ciclo de 30 anos do evento, reuniu 24 desfiles e, segundo cobertura do Times Brasil | CNBC, movimenta historicamente cerca de R$ 1,5 bilhão por edição no ecossistema de moda, serviços, produção e turismo — número citado por Paulo Borges em 2025.

Não se trata só de celebridade na primeira fila. A edição deste ano reforça a moda como ativo de negócio: skincare (Mantecorp/Hypera), licenciamento (MSP Estúdios com Turma da Mônica e desfile de Dario Mittmann), algodão rastreável (Sou de Algodão + Ronaldo Fraga, com a Abrapa) e marcas autorais de várias regiões do país dividem o calendário com nomes consolidados como Herchcovitch, João Pimenta e Amir Slama.

Do desfile à vitrine do atacado

Para o lojista que abastece no Brás, a SPFW funciona como termômetro. Tendências que aparecem no Pavilhão das Culturas Brasileiras — texturas artesanais, crochê (estreia da Ammi), referências regionais, peças com narrativa de sustentabilidade — costumam chegar, adaptadas e em preço de atacado, às ruas Monsenhor de Andrade, Barão de Ladário e José Paulino em ciclos curtos. O tema da temporada, “Imaginários”, segundo a Exame, olha para símbolos da moda brasileira ao longo de três décadas; a programação inclui ainda exposições, Academy e SPFWellness.

A reorganização do calendário nacional também interessa ao comércio: sob a gestão da IMM, o Rio Fashion Week concentrará o primeiro semestre e São Paulo a segunda metade do ano — dois momentos de exposição para quem produz e para quem compra para revenda.

Agenda útil (14 a 18/10)

Na quarta (14), dia desta publicação, a agenda oficial do SPFW prevê Marina Bitu (11h, externo), À La Garçonne (15h), Mercado Livre (17h), Martins (19h) e Artemisi (20h30). Até domingo (18) ainda desfilam Catarina Mina, Sou de Algodão + Ronaldo Fraga, Dario Mittmann, João Pimenta, Lilly Sarti, Amir Slama, Dendezeiro, Foz, Ammi e Apartamento 03, entre outros. Ingressos para áreas comuns e desfiles são vendidos pela Eventim, conforme a Exame.

Quem compra moda no Brás para revender em outros estados pode usar a semana para mapear silhuetas, cores e materiais que devem circular no varejo popular e no médio no verão e no outono seguintes — sem precisar estar na frente da passarela.

Esta reportagem foi elaborada com base nas informações publicadas pelo Times Brasil | CNBC, pela Exame e pela agenda oficial do São Paulo Fashion Week (spfw.com.br).

Fontes

Notícias do Brás