A Shein, plataforma chinesa conhecida no Brasil pelas “blusinhas” de preço baixo, vai abrir uma loja física temporária em Florianópolis. O espaço funcionará por seis dias, de 27 de outubro a 1º de novembro, no terceiro andar do Floripa Shopping, e terá cerca de 12,4 mil peças disponíveis para compra na hora, segundo informações divulgadas pela empresa e publicadas pelo g1 SC, pelo portal Mercado&Consumo e pelo ND Mais.
Esta será a 16ª loja temporária da marca no país desde que o projeto começou, em 2022, e a quarta na região Sul, depois de Curitiba e Porto Alegre. A empresa espera receber cerca de 15 mil visitantes no período. A entrada é gratuita, mas depende de agendamento on-line, com dois lotes de ingressos liberados nos dias 22 e 23 de outubro e limite de dois ingressos por CPF.
Preços, descontos e mix de produtos
De acordo com o ND Mais, os preços começam em R$ 13,26 em itens infantis, peças femininas aparecem a partir de R$ 29,99 e o valor máximo informado é de R$ 289,95. Na loja, haverá 10% de desconto sem valor mínimo e 20% para compras acima de R$ 399, com parcelamento em até seis vezes sem juros.
O estoque foi pensado para a primavera-verão: vestidos, moda praia, fitness, peças casuais e estilo boho, além de moda masculina, infantil, pet e acessórios. O Mercado&Consumo destaca que a moda feminina terá grade regular e plus size, do PPP ao 4XL, e que a seleção inclui marcas próprias da plataforma, como a Cajuni (vestidos criados por designers brasileiros), a Daynim (jeans) e a linha premium MOTF, além de produtos infantis licenciados de personagens da Warner Bros.
O diretor de marketing da Shein no Brasil, Rodrigo Imori, disse que a escolha da cidade levou em conta o público jovem e conectado da capital catarinense e afirmou que Santa Catarina está entre os dez mercados mais importantes para a empresa. A companhia informou que tem outras cidades mapeadas para futuras edições.
Por que isso interessa ao lojista do Brás
As lojas temporárias são parte da estratégia da plataforma de ganhar presença física no país num momento em que as compras internacionais de pequeno valor ficaram mais baratas com o fim da chamada “taxa das blusinhas”. Para quem vende moda no atacado e no varejo, o recado é que a disputa com as plataformas estrangeiras já não acontece só na tela do celular: ela chega aos shoppings, com grade ampla, plus size, marcas próprias e preços de entrada agressivos justamente na temporada de fim de ano. Variedade de tamanhos, reposição rápida e atendimento são pontos em que a loja física brasileira ainda pode fazer diferença.
Esta reportagem foi elaborada com base em informações publicadas pelo g1 SC, pelo portal Mercado&Consumo e pelo ND Mais em 20 de outubro de 2026.

