O Sebrae lançou em São Paulo o Movimento pela Moda, iniciativa que pretende unir os diferentes elos da cadeia têxtil e de confecção para ajudar pequenos negócios do setor a enfrentar um momento difícil do mercado. O lançamento aconteceu durante a semana da São Paulo Fashion Week, e os detalhes foram divulgados nesta quarta-feira (21) pela Agência Sebrae de Notícias.
A proposta é criar conexões entre pequenas marcas e confecções, entidades da indústria e grandes empresas. Entre os parceiros citados estão a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Senai, o Sesi e o movimento “Juntos pela Indústria”. Segundo o Sebrae, os desafios enfrentados pelos pequenos negócios de moda vão da concorrência desleal de produtos falsificados à disputa de preço com os importados.
Setor grande, mas perdendo espaço
Dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) apresentados no evento mostram a dimensão da cadeia: a indústria do vestuário fatura cerca de R$ 234,2 bilhões por ano e gera 1,33 milhão de empregos diretos, 61% deles ocupados por mulheres. O cenário, porém, é de alerta. De acordo com o economista-chefe da Abit, Haroldo Silva, a indústria brasileira “está perdendo espaço e andando de lado”, com mais de 20 mil demissões acumuladas em 2026 na comparação com 2025.
A gestora nacional de moda do Sebrae, Thaís Oliveira, contou que o polo de moda estruturado pela instituição em Santa Catarina conseguiu aumentar em mais de 30% a produtividade dos pequenos negócios atendidos, e que a ideia agora é ampliar esse tipo de trabalho com ações em parceria. Na noite de lançamento, cinco marcas comandadas por mulheres, uma de cada região do país, expuseram peças: Gabbe e Mariza Dias (SC), Irene Gama (AP), Crys Rios (MT), Funlab (RN) e Pareia (SP).
Por que importa para as confecções do Brás
O Brás concentra milhares de confecções e lojas de atacado de pequeno porte, justamente o perfil que o programa pretende atingir. Concorrência com plataformas estrangeiras, pirataria e queda de emprego são problemas conhecidos de quem produz e vende moda na região. Vale acompanhar as ações do Movimento pela Moda e os programas do Sebrae e do Senai voltados a produtividade, gestão e acesso a mercado, que costumam incluir consultorias e capacitações de baixo custo para micro e pequenas empresas.
Esta reportagem foi elaborada com base em informações publicadas pela Agência Sebrae de Notícias em 21 de outubro de 2026, reproduzidas também pelo portal Manchete Popular.

