Sebrae lança Movimento pela Moda para fortalecer pequenas confecções diante de importados, falsificação e demissões no setor

Lançamento do Movimento pela Moda, do Sebrae, em São Paulo
Capa: Fábio Eufrázio/Agência Sebrae de Notícias

Iniciativa reúne Sebrae, CNI, Senai, Sesi e empresas da cadeia têxtil. Segundo a Abit, a indústria do vestuário já soma mais de 20 mil demissões em 2026 na comparação com 2025.

Sebrae lança Movimento pela Moda para fortalecer pequenas confecções diante de importados, falsificação e demissões no setor
Capa: Fábio Eufrázio/Agência Sebrae de Notícias

O Sebrae lançou em São Paulo o Movimento pela Moda, iniciativa que pretende unir os diferentes elos da cadeia têxtil e de confecção para ajudar pequenos negócios do setor a enfrentar um momento difícil do mercado. O lançamento aconteceu durante a semana da São Paulo Fashion Week, e os detalhes foram divulgados nesta quarta-feira (21) pela Agência Sebrae de Notícias.

A proposta é criar conexões entre pequenas marcas e confecções, entidades da indústria e grandes empresas. Entre os parceiros citados estão a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Senai, o Sesi e o movimento “Juntos pela Indústria”. Segundo o Sebrae, os desafios enfrentados pelos pequenos negócios de moda vão da concorrência desleal de produtos falsificados à disputa de preço com os importados.

Setor grande, mas perdendo espaço

Dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) apresentados no evento mostram a dimensão da cadeia: a indústria do vestuário fatura cerca de R$ 234,2 bilhões por ano e gera 1,33 milhão de empregos diretos, 61% deles ocupados por mulheres. O cenário, porém, é de alerta. De acordo com o economista-chefe da Abit, Haroldo Silva, a indústria brasileira “está perdendo espaço e andando de lado”, com mais de 20 mil demissões acumuladas em 2026 na comparação com 2025.

A gestora nacional de moda do Sebrae, Thaís Oliveira, contou que o polo de moda estruturado pela instituição em Santa Catarina conseguiu aumentar em mais de 30% a produtividade dos pequenos negócios atendidos, e que a ideia agora é ampliar esse tipo de trabalho com ações em parceria. Na noite de lançamento, cinco marcas comandadas por mulheres, uma de cada região do país, expuseram peças: Gabbe e Mariza Dias (SC), Irene Gama (AP), Crys Rios (MT), Funlab (RN) e Pareia (SP).

Por que importa para as confecções do Brás

O Brás concentra milhares de confecções e lojas de atacado de pequeno porte, justamente o perfil que o programa pretende atingir. Concorrência com plataformas estrangeiras, pirataria e queda de emprego são problemas conhecidos de quem produz e vende moda na região. Vale acompanhar as ações do Movimento pela Moda e os programas do Sebrae e do Senai voltados a produtividade, gestão e acesso a mercado, que costumam incluir consultorias e capacitações de baixo custo para micro e pequenas empresas.

Esta reportagem foi elaborada com base em informações publicadas pela Agência Sebrae de Notícias em 21 de outubro de 2026, reproduzidas também pelo portal Manchete Popular.

Fontes

Notícias do Brás