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Vendas de moda desaceleram no 3º trimestre, aponta Citi, mas bancos esperam reação em outubro e novembro

Consumidores circulam diante de lojas em rua de comércio popular em São Paulo
Capa: Rovena Rosa/Agência Brasil (CC BY 4.0)

Banco projeta alta de apenas 0,9% nas vendas de vestuário e calçados entre julho e setembro, contra 3,2% no trimestre anterior. Recuperação perto de 5% é esperada para outubro e novembro, às vésperas da Black Friday.

Vendas de moda desaceleram no 3º trimestre, aponta Citi, mas bancos esperam reação em outubro e novembro
Capa: Rovena Rosa/Agência Brasil (CC BY 4.0)

O varejo de roupas e calçados perdeu fôlego no terceiro trimestre de 2026. Em relatório repercutido nesta sexta-feira (23) pelo Broadcast, do Estadão, o Citi estima que as vendas de vestuário e calçados cresceram apenas 0,9% entre julho e setembro, bem abaixo dos 3,2% registrados no trimestre anterior. A análise usa dados do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) e indicadores de uso dos aplicativos das empresas.

Grandes redes no radar

Segundo o banco, o ritmo mais fraco aumenta o risco de resultados ruins para as principais redes de moda listadas na Bolsa, como Renner, C&A e Riachuelo. No caso da Renner, o Citi vê possibilidade de queda de cerca de 1% nas vendas das mesmas lojas, que comparam unidades abertas há pelo menos um ano.

O desânimo aparece também no digital. Com base em dados da Sensor Tower, o crescimento anual de usuários ativos dos aplicativos de moda caiu de 5% em agosto para 2% em setembro. A Renner teve recuo de 15% nesse indicador e a C&A, de 22%, enquanto a Riachuelo ficou estável. Na contramão, a Shein manteve alta de 20% nos usuários ativos, e a Hering avançou 43%.

O Citi não é o único a enxergar um trimestre difícil. Em prévia divulgada no início de outubro, o BTG Pactual já falava em “enfraquecimento disseminado” no vestuário, com vendas praticamente estáveis na Renner e avanço modesto na C&A, conforme noticiou o portal Mercado&Consumo. A XP, em seu relatório de expectativas para o trimestre, cita consumidor com orçamento apertado, clima instável e a concorrência das plataformas estrangeiras como fatores que pesam sobre a moda de média renda.

Chuva e sinal de melhora no fim do ano

O banco também aponta o clima: apesar das temperaturas acima da média, o aumento das chuvas, sobretudo em São Paulo e no Rio de Janeiro, pode ter afastado consumidores das lojas físicas do Sudeste. A boa notícia é que os indicadores preliminares sugerem retomada, com expectativa de crescimento de cerca de 5% nas vendas de moda em outubro e novembro.

Para o lojista

Para quem vende roupa no Brás ou compra no atacado do bairro para revender, o retrato confirma um consumidor cauteloso, mas indica que a reta final do ano, com Black Friday, Natal e a chegada do verão, tende a ser melhor que o trimestre passado. O momento pede estoque bem escolhido, preço competitivo e atenção aos canais digitais, onde as plataformas estrangeiras seguem ganhando espaço.

Esta reportagem foi elaborada com base em reportagem do E-Investidor/Estadão (Broadcast) de 23 de outubro de 2026 sobre o relatório do Citi, em notícia do Mercado&Consumo de 13 de outubro sobre a prévia do BTG Pactual e no relatório Vitrine XP sobre o terceiro trimestre. As projeções são dos bancos e podem diferir dos resultados que as empresas vão divulgar.

Fontes

Notícias do Brás

Vitrine da empresa